Sessão Solene marca abertura do Outubro Rosa em Niterói

OUTUBRO ROSA

Outubro Rosa Niteroi Foto Sergio Gomes 04-10-2018 (124)

Sessão solene especial, realizada na noite de quarta-feira (03/10), abriu, oficialmente, os eventos do Outubro Rosa na Câmara de Vereadores. Presidida pelo vereador Milton Cal (PP), 1º vice-presidente da Casa, contou à mesa principal com o fisioterapeuta oncológico Paulo Gonçalves, coordenador da Campanha Outubro Rosa em Niterói; com a senhora Therezinha Calil Petrus; Liana Cerqueira, do Projeto Cabeça Feita; e Cláudia Azevedo, da Ong Niterói Mais Humana.

            Abrindo os trabalhos, o vereador Milton Cal ressaltou a importância do evento e contou a luta travada ao lado de sua esposa, que foi diagnosticada com um câncer de mama, passou por todo o processo de tratamento e hoje está curada. "Foi um momento muito duro, de muito sofrimento e que envolveu toda a nossa família. Mas vencemos a batalha. É uma emoção muito grande presidir essa sessão solene para alertar mulheres e homens sobre a importância do exame preventivo e do diagnóstico precoce", disse Cal.

            O oncologista Paulo Gonçalves lembrou o objetivo da 7ª edição do Outubro Rosa. "Nosso foco esse ano são os pacientes com metástases. Hoje ele está sem o atendimento correto, sem acompanhamento, está perdido. Quando um câncer é descoberto no início, as chances de cura são de 95%", enfatizou o especialista.

            Um vídeo sobre o início do movimento na cidade, com imagens da incentivadora do projeto na cidade Silvia Calil, filha de Therezinha Calil, foi exibido no plenário. Silvia morreu em 2015, depois de lutar contra um câncer de mama descoberto três anos antes. Therezinha Calil foi homenageada e declarada madrinha oficial da campanha de 2018.

            MODELOS DE FORÇA

            Um dos momentos marcantes da noite foi quando quatro mulheres que tiveram câncer da mama foram homenageadas e deram seus depoimentos de vida. Todas elas fazem parte da exposição "A vida é bela", com fotos abertas à visitação até o fim do mês, no hall de entrada da Casa. As fotografias são de Maurício Castro e José Júnior, com colaboração do Estúdio Ideia, de Derli Castro, Viviana Gerhardt e Patrícia Arraes. Os figurinos são de autoria de Richards Niterói. As modelos são Ana Maria, Nathália, Olga, Luciana, Patrícia e Valéria.

            As mulheres retratadas tiveram a doença em diferentes fases da vida e fazem parte do projeto Cabeça Feita, coordenado por Liana Cerqueira. "Todas têm um poder e força inacreditáveis para lidar com a doença e seus desafios. Nosso objetivo é compartilhar o amor entre as pessoas e mostrar que nada está perdido diante do câncer. Nosso projeto distribui lenços para mulheres que perderam seus cabelos em decorrência do tratamento contra a doença", conta Liana.

            DEPOIMENTOS

            ANA MARIA, 67 (Renascimento) – "Descobri que tinha câncer aos 63 anos, um tipo agressivo. Não encontrava forças para reagir. Com fé e esperança, com apoio da família, consegui lidar com a doença. Ainda estou em tratamento. Mas vou vencer".

           NATHÁLIA, 30 (Fé) – "Recebi a notícia aos 25 anos, quatro meses após o nascimento da minha filha. A doença alimentou a minha fé. A maternidade foi uma inspiração que mudou a minha vida. Toda dor, por maior que seja, é um aprendizado".

            OLGA, 69 (Força) – "Tive o diagnóstico médico de câncer quando tinha 59 anos. Com muita força, muita garra, consegui concluir meu tratamento. Hoje passo pela doença aprendendo de forma especial. Descobri que todos somos iguais".

           LUCIANA, 41 (Serenidade) – "A notícia que ninguém quer ouvir chegou aos 41 anos. Não achei tão difícil quanto a maioria das pessoas. Acho que eu precisava passar por isso, entender e aprender a tirar o melhor possível de cada momento vivido".

            PATRÍCIA, 30 (Transformação) – "Acredito que a doença veio para moldar, para transformar minha vida, aos 29 anos. Alterou o meu modo de pensar, aumentou a união com toda a minha família. Eu hoje sou feita de cicatrizes e gratidão".

            VALÉRIA, 63 (Felicidade) – "Foi desesperador. Aos 59 anos descobri a doença. Comecei a acreditar que sairia fortalecida da doença. Meu cabelo caiu com o tratamento, mas fui em frente. Hoje sei que o importante é viver e ser feliz ao extremo".

Texto Eduardo Garnier – ASCOM CMN

Foto: Sérgio Gomes

Outubro Rosa Niteroi Foto Sergio Gomes 04-10-2018 (149)

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